{"id":1857,"date":"2026-04-17T12:10:31","date_gmt":"2026-04-17T15:10:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/?p=1857"},"modified":"2026-04-17T12:10:31","modified_gmt":"2026-04-17T15:10:31","slug":"3-erros-que-quebram-empresas-endividadas-com-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/3-erros-que-quebram-empresas-endividadas-com-bancos\/","title":{"rendered":"3 erros que quebram empresas endividadas com bancos."},"content":{"rendered":"\n<p><em>Como evitar armadilhas contratuais, execu\u00e7\u00f5es for\u00e7adas e a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2e2010003bb75f7fcf5bc9754742b366\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aviso normalmente chega por carta. Ou por susta\u00e7\u00e3o de cheque. Ou pelo contador que liga \u00e0s sete da manh\u00e3 para dizer que a conta foi bloqueada. Para o empres\u00e1rio que chegou a esse ponto, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que o ch\u00e3o cedeu, e a rea\u00e7\u00e3o instintiva \u00e9 negociar, a qualquer custo, para fazer o problema desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 exatamente nesse momento de vulnerabilidade que os tr\u00eas erros mais devastadores s\u00e3o cometidos, erros que n\u00e3o apenas agravam a d\u00edvida, mas que comprometem o patrim\u00f4nio, a continuidade do neg\u00f3cio e, em alguns casos, o patrim\u00f4nio pessoal dos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo analisa cada um desses erros com precis\u00e3o t\u00e9cnica, aponta as consequ\u00eancias jur\u00eddicas e financeiras que deles decorrem e oferece ao leitor um roteiro para tomar decis\u00f5es que protejam a empresa, e n\u00e3o que a afundem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7a16d90b90e6a2f6f6364631338bf7c1\"><strong>O endividamento banc\u00e1rio empresarial no Brasil: um panorama atual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito banc\u00e1rio empresarial no Brasil \u00e9 marcado por um paradoxo conhecido: \u00e9 caro, repleto de cl\u00e1usulas restritivas e, ainda assim, indispens\u00e1vel para a maioria das pequenas e m\u00e9dias empresas. Segundo dados do Banco Central do Brasil, a inadimpl\u00eancia de pessoas jur\u00eddicas no segmento de cr\u00e9dito livre oscila consistentemente acima de 3%, \u00edndice que oculta situa\u00e7\u00f5es individuais muito mais graves do que a m\u00e9dia sugere.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o fluxo de caixa se deteriora, o empres\u00e1rio enfrenta, simultaneamente, press\u00e3o dos credores banc\u00e1rios, obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas e tribut\u00e1rias e a necessidade de manter a opera\u00e7\u00e3o. Nesse quadro, a tomada de decis\u00e3o tende a ser reativa, orientada pela urg\u00eancia e n\u00e3o pela estrat\u00e9gia. E \u00e9 justamente nessa lacuna, entre a urg\u00eancia do problema e a aus\u00eancia de orienta\u00e7\u00e3o qualificada, que os erros mais custosos s\u00e3o praticados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-51e9b10b4bac6bb2c6de5b2ea5e38903\"><strong>Erro 1: negociar diretamente com o banco sem assessoria jur\u00eddica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro e mais frequente erro cometido por empresas endividadas \u00e9 sentar \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o sem que um advogado especializado tenha previamente analisado o contrato, o extrato de evolu\u00e7\u00e3o do saldo devedor e as cl\u00e1usulas de vencimento antecipado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5c5c0590be8ffc221599823939e46de6\"><strong>Por que isso \u00e9 perigoso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O banco, institui\u00e7\u00e3o financeira regulada e dotada de equipe jur\u00eddica pr\u00f3pria, apresenta propostas de renegocia\u00e7\u00e3o redigidas exclusivamente para proteger seus interesses. Termos como &#8220;consolida\u00e7\u00e3o de d\u00edvida&#8221;, &#8220;capitaliza\u00e7\u00e3o de encargos&#8221; e &#8220;revis\u00e3o de garantias&#8221; s\u00e3o apresentados como solu\u00e7\u00f5es ao devedor, quando, na pr\u00e1tica, podem representar ren\u00fancia t\u00e1cita a direitos e reconhecimento integral de saldo devedor question\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento expresso de d\u00edvida por instrumento particular, sem ressalva de revis\u00e3o, interrompe a prescri\u00e7\u00e3o e prejudica qualquer defesa futura em eventual execu\u00e7\u00e3o. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do REsp 1.869.867\/SP, reafirmou que o instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida constitui t\u00edtulo executivo extrajudicial apto a embasar execu\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, com a efic\u00e1cia que o art. 784, II e III, do C\u00f3digo de Processo Civil atribui a esses documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao assinar qualquer instrumento de renegocia\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria sem ressalva expressa, o devedor pode estar renunciando ao direito de discutir judicialmente o valor do saldo, a legalidade dos encargos e a regularidade da capitaliza\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise pr\u00e9via desse instrumento por advogado especializado \u00e9 obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-d0986f31be9da6036dccfa4a63400e7c\"><strong>O que fazer em vez disso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de qualquer reuni\u00e3o com o gerente ou com o setor de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito do banco, o empres\u00e1rio deve providenciar: o extrato anal\u00edtico da opera\u00e7\u00e3o desde a contrata\u00e7\u00e3o original; c\u00f3pia do contrato de cr\u00e9dito com todas as suas cl\u00e1usulas; e parecer jur\u00eddico sobre a legalidade dos encargos praticados. S\u00f3 ent\u00e3o, com informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em m\u00e3os, \u00e9 poss\u00edvel negociar em equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-398a95036150785ebc1ed6877192664a\"><strong>Erro 2: ignorar a revis\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais e dos encargos cobrados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo erro \u00e9 consequ\u00eancia direta do primeiro: ao n\u00e3o contratar assessoria jur\u00eddica, o empres\u00e1rio tamb\u00e9m n\u00e3o identifica cobran\u00e7as ilegais que est\u00e3o engordando o saldo devedor m\u00eas a m\u00eas. Juros compostos sobre juros, tarifas abusivas, seguros n\u00e3o contratados e spreads n\u00e3o informados s\u00e3o irregularidades comuns em contratos de cr\u00e9dito empresarial no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-9b4c89425f447944fb8ce409d39f9efa\"><strong>O que a lei e os tribunais dizem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a de juros sobre juros, conhecida como anatocismo, \u00e9 vedada pelo Decreto 22.626\/1933 e reafirmada pelo enunciado da S\u00famula 121 do Supremo Tribunal Federal. Para as institui\u00e7\u00f5es financeiras, o tema \u00e9 regulado pelo art. 4\u00ba da Lei 4.595\/1964 e pela autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do Conselho Monet\u00e1rio Nacional, de modo que a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal de encargos s\u00f3 \u00e9 l\u00edcita quando expressamente prevista no contrato e autorizada pela legisla\u00e7\u00e3o pertinente. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou esse entendimento no julgamento do Tema 953, fixado sob o rito dos recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do anatocismo, a cobran\u00e7a de tarifas banc\u00e1rias sem previs\u00e3o contratual expressa viola o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, aplic\u00e1vel \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre institui\u00e7\u00f5es financeiras e pessoas jur\u00eddicas de pequeno porte, conforme a S\u00famula 297 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa do setor de varejo contraiu um empr\u00e9stimo capital de giro de R$ 300.000,00 com prazo de 36 meses. Ap\u00f3s 18 meses de pagamentos pontuais, o saldo devedor informado pelo banco era equivalente ao valor original do contrato. Ao solicitar a revis\u00e3o contratual, o advogado identificou capitaliza\u00e7\u00e3o mensal n\u00e3o prevista no instrumento original e cobran\u00e7a de seguro prestamista sem autoriza\u00e7\u00e3o. A revis\u00e3o judicial resultou em redu\u00e7\u00e3o de 38% no saldo devedor, viabilizando um acordo que a empresa n\u00e3o conseguia honrar antes da corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-0fb14b435786eef7a4647eba74d9dc03\"><strong>Como identificar cobran\u00e7as irregulares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise comparativa entre o extrato de evolu\u00e7\u00e3o do saldo devedor e as planilhas de amortiza\u00e7\u00e3o previstas no contrato original \u00e9 o ponto de partida obrigat\u00f3rio. Diverg\u00eancias superiores a 10% entre o saldo contratado e o saldo cobrado merecem an\u00e1lise pericial ou ao menos revis\u00e3o por profissional especializado em matem\u00e1tica financeira aplicada ao direito banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quadro comparativo: os tr\u00eas erros e suas consequ\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"513\" src=\"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-1024x513.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1858\" style=\"aspect-ratio:1.9961872484643084;width:675px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-1024x513.png 1024w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-300x150.png 300w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-768x385.png 768w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-1536x770.png 1536w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CAPA-LINKEDIN-TRA-DIMAS-800-x-401-px-64-2048x1027.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-ebe993e80f151d1daccf70dfbbef4642\"><strong>Erro 3: expor o patrim\u00f4nio dos s\u00f3cios por omiss\u00e3o ou por confus\u00e3o patrimonial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro erro \u00e9 o mais grave do ponto de vista patrimonial. Trata-se da confus\u00e3o entre o patrim\u00f4nio da empresa e o patrim\u00f4nio pessoal dos s\u00f3cios, conduta que abre caminho para a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica e para a penhora de bens particulares dos administradores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-dbed3f92ed627671a48b28b066d7bd07\"><strong>O que \u00e9 a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, prevista no art. 50 do C\u00f3digo Civil e regulamentada processualmente pelos arts. 133 a 137 do C\u00f3digo de Processo Civil, \u00e9 medida excepcional que autoriza o juiz a alcan\u00e7ar o patrim\u00f4nio dos s\u00f3cios para satisfazer obriga\u00e7\u00f5es da pessoa jur\u00eddica. Os requisitos s\u00e3o taxativos: desvio de finalidade ou confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao julgar o EREsp 1.306.553\/SC, firmou que a simples insolv\u00eancia da empresa n\u00e3o autoriza a desconsidera\u00e7\u00e3o. Contudo, em execu\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, os credores habitualmente apresentam ao juiz os registros de transfer\u00eancias entre contas da empresa e dos s\u00f3cios, retiradas disfar\u00e7adas de pr\u00f3-labore e pagamentos pessoais custeados pela pessoa jur\u00eddica, elementos que preenchem com facilidade o requisito da confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-0c7d3f122bf342201fa203e0a491956f\"><strong>Como esse erro se manifesta na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais mais comuns de confus\u00e3o patrimonial identificados em execu\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias incluem: pagamentos de cart\u00e3o de cr\u00e9dito pessoal do s\u00f3cio pela conta corrente da empresa; pagamento de aluguel ou escola dos filhos com recursos da pessoa jur\u00eddica; empr\u00e9stimos n\u00e3o formalizados entre s\u00f3cio e empresa; e retiradas a t\u00edtulo de pr\u00f3-labore em valores muito superiores ao razo\u00e1vel, realizadas justamente nos meses anteriores \u00e0 inadimpl\u00eancia. Cada um desses atos, isoladamente ou em conjunto, pode fundamentar pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o em sede de cumprimento de senten\u00e7a ou de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio pessoal dos s\u00f3cios n\u00e3o \u00e9 uma medida a ser adotada quando a execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 tramita. A separa\u00e7\u00e3o rigorosa entre contas, despesas e patrim\u00f4nio da empresa e dos s\u00f3cios deve ser uma pr\u00e1tica permanente, documentada e audit\u00e1vel. Quando a crise j\u00e1 chegou, o foco deve ser na regulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-58ec2d32e4b8802d317131eeb655f444\"><strong>O que fazer quando a empresa est\u00e1 endividada com o banco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem correta para enfrentar o endividamento banc\u00e1rio empresarial segue um encadeamento l\u00f3gico que come\u00e7a pela informa\u00e7\u00e3o e termina pela negocia\u00e7\u00e3o fundamentada. S\u00e3o etapas que n\u00e3o podem ser invertidas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Levantar todos os contratos de cr\u00e9dito vigentes e seus extratos de evolu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Solicitar assessoria jur\u00eddica especializada antes de qualquer contato formal com o banco.<\/li>\n\n\n\n<li>Verificar a legalidade dos encargos cobrados e, se necess\u00e1rio, instaurar revis\u00e3o judicial ou extrajudicial.<\/li>\n\n\n\n<li>Organizar a documenta\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil e comprovar a separa\u00e7\u00e3o entre o patrim\u00f4nio da empresa e o dos s\u00f3cios.<\/li>\n\n\n\n<li>Negociar com base em valores revisados, n\u00e3o nos valores apresentados unilateralmente pelo credor.<\/li>\n\n\n\n<li>Avaliar se o perfil da empresa se enquadra nos requisitos da Lei 11.101\/2005 para eventual recupera\u00e7\u00e3o judicial extrajudicial.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-94f224412f5513952ab8412cc4b7fae0\"><strong>Perguntas frequentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O banco pode negar a renegocia\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida empresarial?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim. N\u00e3o existe obriga\u00e7\u00e3o legal que imponha ao banco a aceita\u00e7\u00e3o de proposta de renegocia\u00e7\u00e3o. Contudo, o credor tem interesse econ\u00f4mico em recuperar o cr\u00e9dito, e a recusa sistem\u00e1tica a propostas razo\u00e1veis pode ser utilizada como argumento em eventual pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, demonstrando a impossibilidade de acordo extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel contestar judicialmente o saldo devedor informado pelo banco?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim. A a\u00e7\u00e3o revisional de contratos banc\u00e1rios \u00e9 instrumento processual adequado para questionar a legalidade de encargos, a regularidade da capitaliza\u00e7\u00e3o e a composi\u00e7\u00e3o do saldo devedor. Pode ser proposta de forma aut\u00f4noma ou em sede de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, dependendo do est\u00e1gio em que se encontra o lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assinar uma renegocia\u00e7\u00e3o impede contesta\u00e7\u00e3o futura dos valores?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depende do teor do instrumento assinado. Contratos de confiss\u00e3o de d\u00edvida sem ressalva podem dificultar revis\u00f5es posteriores, pois configuram reconhecimento expresso do saldo. Por essa raz\u00e3o, \u00e9 indispens\u00e1vel que o instrumento seja analisado antes da assinatura. Quando j\u00e1 assinado, a revis\u00e3o ainda \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m mais complexa e com menor margem de \u00eaxito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica pode atingir qualquer s\u00f3cio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o necessariamente. O art. 50 do C\u00f3digo Civil exige a demonstra\u00e7\u00e3o de desvio de finalidade ou confus\u00e3o patrimonial praticada por administradores ou s\u00f3cios que efetivamente tenham participado da conduta irregular. S\u00f3cios que n\u00e3o exercem gest\u00e3o e que mantiveram seus patrim\u00f4nios rigorosamente separados da pessoa jur\u00eddica t\u00eam fundamento para se defender da desconsidera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 sempre a \u00faltima alternativa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. A recupera\u00e7\u00e3o judicial, prevista na Lei 11.101\/2005, \u00e9 um instrumento de reestrutura\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de liquida\u00e7\u00e3o. Empresas com atividade operacional vi\u00e1vel, mas com passivo banc\u00e1rio excessivo, podem se beneficiar do stay period de 180 dias e da possibilidade de renegociar d\u00edvidas com desconto significativo, inclusive com institui\u00e7\u00f5es financeiras, desde que atendidos os requisitos legais do art. 48 da mesma lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-102be5d0f12e553e30888568bfd9f5e8\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O endividamento banc\u00e1rio empresarial n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, senten\u00e7a de fal\u00eancia. \u00c9 uma crise jur\u00eddica e financeira que, como toda crise, pode ser administrada quando h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, estrat\u00e9gia e assessoria qualificada. Os tr\u00eas erros analisados neste artigo, negociar sem assessoria, ignorar a revis\u00e3o dos encargos e expor o patrim\u00f4nio pessoal, t\u00eam em comum o mesmo ponto de origem: a tomada de decis\u00e3o urgente, desinformada e sem suporte jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo de um advogado especializado na fase preventiva \u00e9 invariavelmente inferior ao custo de uma execu\u00e7\u00e3o mal defendida, de uma renegocia\u00e7\u00e3o leonina ou de uma desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica que alcan\u00e7a os bens dos s\u00f3cios. A escolha de quando buscar orienta\u00e7\u00e3o qualificada \u00e9, ela mesma, uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"647\" src=\"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-1024x647.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1577\" style=\"width:522px\" srcset=\"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-1024x647.png 1024w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-300x190.png 300w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-768x485.png 768w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-1536x971.png 1536w, https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/site-TRA-4-2048x1294.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como evitar armadilhas contratuais, execu\u00e7\u00f5es for\u00e7adas e a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica Introdu\u00e7\u00e3o O aviso normalmente chega por carta. 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