{"id":1776,"date":"2026-03-11T10:07:29","date_gmt":"2026-03-11T13:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/?p=1776"},"modified":"2026-03-11T10:07:38","modified_gmt":"2026-03-11T13:07:38","slug":"solucao-de-consulta-cosit-no-21-2026-receita-federal-afasta-credito-complementar-de-pis-cofins-via-tecnica-de-gross-up","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/solucao-de-consulta-cosit-no-21-2026-receita-federal-afasta-credito-complementar-de-pis-cofins-via-tecnica-de-gross-up\/","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 21\/2026: Receita Federal afasta cr\u00e9dito complementar de PIS\/Cofins via t\u00e9cnica de gross-up"},"content":{"rendered":"\n<p>Em fevereiro de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a <strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 21\/2026<\/strong>, trazendo um novo posicionamento administrativo sobre a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da chamada <strong>\u201ctese do s\u00e9culo\u201d<\/strong>, a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, definida pelo Supremo Tribunal Federal no <strong>Tema 69<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (COSIT) enfrenta um ponto espec\u00edfico que vinha gerando debates entre contribuintes e especialistas: <strong>seria poss\u00edvel apurar cr\u00e9ditos complementares de PIS e Cofins por meio da revers\u00e3o do chamado gross-up do ICMS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resposta da Receita foi negativa. O entendimento administrativo afasta a possibilidade de c\u00e1lculo ampliado do benef\u00edcio e limita o direito ao valor <strong>do ICMS destacado nas notas fiscais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, explicamos o que diz a nova solu\u00e7\u00e3o de consulta, qual \u00e9 o impacto pr\u00e1tico para as empresas e quais discuss\u00f5es ainda podem surgir no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6abd116bbcb2bebff4cf2836324f4a0f\"><strong>Contexto: a exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O debate tem origem no julgamento do <strong>Tema 69 do STF<\/strong>, no qual o Supremo Tribunal Federal firmou a tese de que: <strong><em>\u201cO ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica da decis\u00e3o \u00e9 que o ICMS <strong>n\u00e3o constitui receita pr\u00f3pria do contribuinte<\/strong>, mas apenas um valor que transita pelo caixa da empresa e \u00e9 posteriormente repassado ao Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o da tese, surgiu uma discuss\u00e3o relevante: <strong>qual valor de ICMS deve ser efetivamente exclu\u00eddo da base das contribui\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio STF, ao julgar embargos de declara\u00e7\u00e3o no caso, consolidou o entendimento de que o montante a ser exclu\u00eddo \u00e9 <strong>o ICMS destacado na nota fiscal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, alguns contribuintes passaram a defender uma metodologia alternativa de c\u00e1lculo baseada na <strong>t\u00e9cnica do gross-up<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3686359361238012859d6bf7d8bea002\"><strong>A controv\u00e9rsia: ICMS incidente x ICMS destacado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o gira em torno da interpreta\u00e7\u00e3o da express\u00e3o <strong>\u201cICMS incidente\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o ICMS \u00e9 calculado <strong>\u201cpor dentro\u201d<\/strong>, ou seja, ele integra a pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo da opera\u00e7\u00e3o, parte da doutrina e dos contribuintes passou a sustentar que o imposto <strong>efetivamente embutido no pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o seria superior ao valor destacado na nota fiscal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse racioc\u00ednio, a simples exclus\u00e3o do ICMS destacado <strong>n\u00e3o eliminaria totalmente o imposto da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para corrigir essa suposta distor\u00e7\u00e3o, alguns contribuintes passaram a utilizar a <strong>revers\u00e3o do gross-up<\/strong> (ou gross down) para identificar o montante de ICMS efetivamente embutido no pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o. Esse procedimento poderia gerar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Um valor maior de ICMS a ser exclu\u00eddo da base<\/strong>, e<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cr\u00e9ditos adicionais de PIS e Cofins<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Foi justamente essa interpreta\u00e7\u00e3o que a Receita Federal analisou na <strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 21\/2026<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6c4f36a38175b60155843b9313eccf59\"><strong>O entendimento da Receita Federal na SC Cosit n\u00ba 21\/2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita Federal <strong>afastou expressamente a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de gross-up<\/strong> para ampliar o valor do ICMS a ser exclu\u00eddo da base das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O <strong>gross-up \u00e9 apenas uma t\u00e9cnica de forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir que o pre\u00e7o final comporte os tributos incidentes;<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o se trata de um m\u00e9todo jur\u00eddico para redefinir a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Assim, para a Receita, <strong>a exclus\u00e3o do ICMS destacado na nota fiscal j\u00e1 produz integralmente o efeito jur\u00eddico esperado<\/strong>, qual seja, a redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A eventual diferen\u00e7a identificada pelos contribuintes decorreria <strong>n\u00e3o da perman\u00eancia de ICMS na base<\/strong>, mas de um fen\u00f4meno econ\u00f4mico relacionado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-0169d22daccdb6de9a6223509a5243f3\"><strong>Por que a Receita rejeitou a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos complementares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto central da solu\u00e7\u00e3o de consulta \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita Federal:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A diferen\u00e7a entre os c\u00e1lculos com e sem gross-up <strong>n\u00e3o representa ICMS adicional incidente<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>O que ocorre, na pr\u00e1tica, \u00e9 <strong>um aumento da receita da empresa<\/strong> decorrente da redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria das contribui\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ou seja, a eventual diferen\u00e7a num\u00e9rica decorre <strong>da recomposi\u00e7\u00e3o da margem da opera\u00e7\u00e3o<\/strong>, e n\u00e3o da perman\u00eancia indevida de ICMS na base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa l\u00f3gica, a Receita concluiu que <strong>n\u00e3o existe distin\u00e7\u00e3o juridicamente relevante entre \u201cICMS incidente\u201d e \u201cICMS destacado\u201d para fins de aplica\u00e7\u00e3o do Tema 69<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-f8e604873c6e77277328521183ccecc6\"><strong>Consequ\u00eancia pr\u00e1tica: limita\u00e7\u00e3o do direito ao cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 21\/2026<\/strong> consolida o entendimento administrativo de que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O valor a ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins \u00e9 <strong>exclusivamente o ICMS destacado na nota fiscal<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apurar cr\u00e9ditos adicionais<\/strong> mediante revers\u00e3o do gross-up;<\/li>\n\n\n\n<li>Qualquer c\u00e1lculo ampliado baseado na forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o <strong>n\u00e3o encontra respaldo na interpreta\u00e7\u00e3o da Receita Federal<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que o benef\u00edcio fiscal decorrente da tese do STF <strong>fica limitado ao m\u00e9todo tradicional j\u00e1 adotado pela Receita<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-39437970a889c6a1179c511acedd63dc\"><strong>O debate ainda pode chegar ao Judici\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a posi\u00e7\u00e3o administrativa seja clara, o tema <strong>ainda pode gerar controv\u00e9rsias judiciais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque parte da discuss\u00e3o envolve aspectos <strong>econ\u00f4micos e cont\u00e1beis da forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os<\/strong>, al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o do conceito de receita e da pr\u00f3pria l\u00f3gica da decis\u00e3o do STF no Tema 69.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que avaliem a possibilidade de discutir a metodologia de c\u00e1lculo devem considerar fatores como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O entendimento consolidado do STF sobre o <strong>ICMS destacado<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>A posi\u00e7\u00e3o restritiva da Receita Federal;<\/li>\n\n\n\n<li>Os <strong>riscos fiscais e processuais<\/strong> envolvidos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise estrat\u00e9gica e individualizada \u00e9 fundamental para verificar a <strong>viabilidade jur\u00eddica e econ\u00f4mica de eventual discuss\u00e3o judicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-102be5d0f12e553e30888568bfd9f5e8\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 21\/2026<\/strong> refor\u00e7a a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da Receita Federal quanto aos efeitos da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao afastar a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de <strong>gross-up<\/strong> para ampliar o valor do ICMS exclu\u00eddo, a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria limita o benef\u00edcio ao <strong>ICMS efetivamente destacado nas notas fiscais<\/strong>, afastando a possibilidade de cr\u00e9ditos complementares.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o tema ainda pode evoluir no \u00e2mbito judicial, especialmente diante das discuss\u00f5es sobre a estrutura econ\u00f4mica da tributa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, empresas devem avaliar com cautela <strong>os impactos da nova orienta\u00e7\u00e3o administrativa<\/strong>, bem como as oportunidades e riscos de eventuais medidas administrativas ou judiciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"647\" src=\"https:\/\/tafelliritz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/site-TRA-13-1024x647.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1720\" style=\"width:522px\" 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